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APR
Novo Plano Nacional de Educação é sancionado com 19 objetivos; saiba quais são
Estudantes do ensino médio em sala de aula Gabriel Jabur/Agência Brasil O novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi sancionado nesta terça-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, os novos 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias para a educação nacional nos próximos 10 anos entrarão em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União (DOU). 📝 O PNE é uma lei com as metas para a educação para a década seguinte que determina diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional. A versão anterior vigorou de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Atualmente, não há nenhum plano nacional para o setor em vigência. É o PNE que guia as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimentos e criação ou expansão de políticas publicas. Foi com base na meta 11 do PNE 2014-2025, por exemplo, que nasceu uma parte da política do novo ensino médio que integra a etapa ao ensino técnico. O novo plano aprovado prevê que as novas políticas sejam acompanhadas a cada dois anos. Entre as metas, estão: Ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até 3 anos; Garantir que todas as crianças de 4 e 5 anos estejam na pré-escola; Ter ensino em tempo integral em pelo menos 65% das escolas e atender 50% dos alunos; Reduzir desigualdades na educação básica entre grupos sociais, raciais e regionais; Alfabetizar 80% dos alunos até o fim do 2º ano do ensino fundamental, chegando a 100% ao final da vigência do plano; Incluir a matemática entre as metas de alfabetização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O plano também estabelece metas para a educação ambiental e o uso responsável de tecnologias como suporte no ensino. O texto fixa ainda medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, e estipula parâmetros para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional. Além disso, o novo Plano também retoma a meta de investimento na educação pública, que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previa que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — atualmente, o percentual está em cerca de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual do investimento, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de dez anos. Objetivos do novo PNE O novo PNE tem 19 objetivos para os quais foram estabelecidas metas que permitem seu monitoramento ao longo dos dez anos. São objetivos do novo PNE: ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola; garantir a qualidade da oferta de educação infantil; assegurar a alfabetização ao final do 2º segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças; assegurar que crianças, adolescentes e jovens concluam o ensino fundamental e médio na idade regular; garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e médio; ampliar a oferta de educação em tempo integral na rede pública; promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação; promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas em todos os estabelecimentos de ensino; garantir o acesso, a qualidade e a permanência em todos os níveis e modalidades da educação indígena, quilombola e do campo; garantir o acesso, a oferta e a aprendizagem dos alunos da educação especial e bilíngue de surdos; assegurar a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos; ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica; garantir a qualidade e a adequação da formação às demandas da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de populações na educação profissional e tecnológica; ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades; garantir a qualidade de cursos de graduação e instituições de ensino superior; ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na solução dos problemas da sociedade; garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica; assegurar a participação social no planejamento e gestão educacional; assegurar a qualidade e a equidade nas condições de oferta da educação básica. Tramitação O PNE anterior ficou em vigor até 31 de dezembro de 2025, após ser prorrogado em 2024, quando, inicialmente, deixaria de ter valor. A proposta do novo PNE só foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo, e só foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não conseguiu votar a pauta ainda em 2025. Em 25 de março, após meses sem um PNE vigente, a proposta foi aprovada na Comissão de Educação e Cultura do Senado e foi analisada pelo Plenário. O texto seguiu para sanção do presidente Lula (PT) e foi assinado nesta terça-feira (14) em uma cerimônia que aconteceu em Brasília e contou com a presença do ex-ministro da Educação, Camilo Santana, do atual ministro Leonardo Barchini, da deputada federal Tabata Amaral, que preside a Frente Parlamentar da Educação, do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, entre outros.
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Lula sanciona novo Plano Nacional de Educação; proposta define metas para os próximos 10 anos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (14) o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece objetivos e metas da educação nacional para os próximos 10 anos (2026-2036). 📝 O PNE é uma lei com as metas para a educação para a década seguinte que determina diretrizes, objetivos e estratégias para a política educacional. A versão anterior vigorou de 2014 a 2025 (após prorrogação) e tinha 20 metas. Desde então, não havia nenhum plano nacional para o setor em vigência. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sanção do Plano Nacional de Educação. Ricardo Stuckert / PR Durante a cerimônia de sanção da proposta, Lula ressaltou a importância do projeto e disse que "se a gente não cuidar de fiscalizar, as coisas não acontecem". "O mais difícil foi construir isso aqui num momento em que a sociedade vive uma dualidade muito grande, uma dualidade em que muitos de nós ainda não compreendeu. Um negacionismo que não tínhamos experiencia política da existência dele"', disse o presidente. É o PNE que guia as principais políticas educacionais do país, ajudando a definir prioridades de investimentos e criação ou expansão de políticas publicas. Foi com base em uma das metas do plano vigente entre 2014 e 2025, por exemplo, que nasceu uma parte da política do novo ensino médio que integra a etapa ao ensino técnico. A nova versão do Plano estabelece 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias que deverão ser acompanhadas a cada dois anos. Entre as metas, estão: ampliar o atendimento em creches para 60% das crianças de até 3 anos; garantir que todas as crianças de 4 e 5 anos estejam na pré-escola; ter ensino em tempo integral em pelo menos 65% das escolas e atender 50% dos alunos; teduzir desigualdades na educação básica entre grupos sociais, raciais e regionais; alfabetizar 80% dos alunos até o fim do 2º ano do ensino fundamental, chegando a 100% ao final da vigência do plano; incluir a matemática entre as metas de alfabetização; plano também estabelece metas para a educação ambiental e o uso responsável de tecnologias como suporte no ensino. O texto fixa ainda medidas de monitoramento direto e mecanismos de incentivo, fiscalização e controle interno, externo e social, e estipula parâmetros para que estados e municípios cumpram obrigações na oferta educacional. Além disso, o novo Plano também retoma a meta de investimento na educação pública, que não foi cumprida na versão anterior. O PNE aprovado em 2014 previa que 10% do produto interno bruto (PIB) fosse investido em educação — atualmente, o percentual está em cerca de 5,5%. O novo projeto propõe um aumento gradual do investimento, começando em 7% até o sexto ano de vigência e chegando a 10% ao final de dez anos. Tramitação O PNE anterior ficou em vigor até 31 de dezembro de 2025, após ser prorrogado em 2024, quando, inicialmente, deixaria de ter valor. A proposta do novo PNE só foi enviada pelo governo ao Congresso um mês antes do fim do prazo, e só foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro. Com as atividades limitadas de fim de ano, o Senado não conseguiu votar a pauta ainda em 2025. Senado aprova Plano Nacional de Educação Em março deste ano, após meses sem um PNE vigente, a proposta foi aprovada na Comissão de Educação e Cultura do Senado e foi analisada pelo Plenário. Objetivos do novo PNE O novo PNE tem 19 objetivos para os quais foram estabelecidas metas que permitem seu monitoramento ao longo dos dez anos. São objetivos do novo PNE: ampliar a oferta de matrículas em creche e universalizar a pré-escola; garantir a qualidade da oferta de educação infantil; assegurar a alfabetização ao final do 2º segundo ano do ensino fundamental para todas as crianças; assegurar que crianças, adolescentes e jovens concluam o ensino fundamental e médio na idade regular; garantir a aprendizagem dos estudantes no ensino fundamental e médio; ampliar a oferta de educação em tempo integral na rede pública; promover a educação digital para o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação; promover a educação ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas em todos os estabelecimentos de ensino; garantir o acesso, a qualidade e a permanência em todos os níveis e modalidades da educação indígena, quilombola e do campo; garantir o acesso, a oferta e a aprendizagem dos alunos da educação especial e bilíngue de surdos; assegurar a alfabetização e ampliar a conclusão da educação básica para todos os jovens, adultos e idosos; ampliar o acesso e a permanência na educação profissional e tecnológica; garantir a qualidade e a adequação da formação às demandas da sociedade, do mundo do trabalho e das diversidades de populações na educação profissional e tecnológica; ampliar o acesso, a permanência e a conclusão na graduação, com inclusão e redução de desigualdades; garantir a qualidade de cursos de graduação e instituições de ensino superior; ampliar a formação de mestres e doutores, de forma equitativa e inclusiva, com foco na solução dos problemas da sociedade; garantir formação e condições de trabalho adequadas aos profissionais da educação básica; assegurar a participação social no planejamento e gestão educacional; assegurar a qualidade e a equidade nas condições de oferta da educação básica.
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'Farmar aura': o que significa uma das principais gírias da geração alfa e qual sua origem
O que é ‘farmar aura’? Se você tem navegado pelas redes sociais ou convive com jovens nascidos nos últimos anos da geração Z (entre 1997 e 2009) ou da geração Alfa (entre 2010 e 2025), é muito provável que já tenha ouvido a expressão "farmar aura". O termo, que se tornou um dos mais populares de 2025, pode parecer confuso à primeira vista, mas revela muito sobre como a imagem pessoal é construída e entendida na atualidade. O verbo "farmar" vem diretamente dos jogos eletrônicos, como Minecraft, World of Warcraft e Fortnite. Nesses ambientes, "farmar" significa realizar tarefas repetitivas para acumular recursos, pontos ou experiência. É uma referência ao termo “farm” (fazenda em inglês), que aparece repetidamente nestes jogos. Já a "aura" é entendida como o carisma, a presença, a energia ou a "vibe" que uma pessoa transmite. Ilustração de um grupo de jovens. Freepik Portanto, farmar aura significa agir de forma a acumular pontos de estilo, construindo uma imagem de alguém interessante, inspirador ou "cool". É como se a pessoa estivesse constantemente aumentando seu "nível" de admiração perante os outros — em uma tentativa ativa ou não. Em geral, essa gíria vêm acompanhada de outros termos: Sigma: termo usado para se referir a quem é bem-sucedido na tarefa de farmar aura. "Ele é sigma, farmou aura demais naquela festa." Beta: é quem falha na missão de farmar aura. "Ele é muito beta, não consegue farmar aura de jeito nenhum." ‘6 7’ ou ‘six seven’: os dois números que viraram pesadelo para professores de inglês Como se "farma aura"? A mato-grossense Maria Antônia Carrasco Frederico, de 15 anos, explica a lógica por trás da gíria: Nos animes Naruto, Dragon Ball e Bleach, quando os personagens aumentam seus poderes, seus "kis" ou "chakras", ficam com uma aura em volta de si, o que os tornam mais fortes. Em jogos como Minecraft, farmar é quando se coletam recursos iguais para ganhar pontos. No jogo, há "farms" (fazendas, colheitas, garimpos) de minérios, ferro, XP, que fazem o jogador ganhar pontos e subir de nível. Quando alguém tenta parecer mais misterioso, mais chamativo, quando desdenha de algo que outra pessoa fez ou disse, é "cool", é uma pessoa que farma aura. O ato de farmar aura também pode estar relacionado a uma boa ação, segundo a estudante paulista Gabriela Ferreira, de 14 anos. “Farma aura alguém que fez algo muito legal, algo bom. Por exemplo, alguém que ajuda um cachorrinho machucado farma aura. Em resumo, é o resultado de toda situação em que a pessoa tenha feito algo bom, legal, descolado, que melhore a visão que as pessoas têm dela.”